“Arrozeiros estão desmotivados”, diz IRGA

Com cerca de 90% da colheita do arroz concluída no Rio Grande do Sul, o Instituto Rio-Grandense do Arroz (IRGA) constata queda de cerca de 1 milhão de toneladas. A marca deve chegar em 7,3 milhões de toneladas ante os 8,2 milhões de toneladas da safra passada. Entre os principais fatores para esta queda estão as variações climáticas que não foram nada favoráveis. O mês de janeiro registrou chuvas acima do ideal na metade sul e campanha. A baixa oferta de luminosidade afetou o período reprodutivo e, consequentemente, o enchimento dos grãos.

A área plantada também teve redução de 9%, ficando abaixo dos 990 mil hectares. A situação preocupa o presidente do IRGA, Guinter Frantz. Em entrevista ao Portal Agrolink ele manifesta os desafios da entidade em relação aos altos custos de produção e a falta de incentivos aos orizicultores. Muitos estão trocando a produção de arroz pela soja. “O produtor já tem uma estrutura na sua propriedade para a produção de arroz. Muitas vezes tem um arrendamento, financiamento, família envolvida e a vida dele é fazer isso. É muito difícil largar tudo de um momento para outro. O setor vem acumulando perdas e isso acaba desmotivando o orizicultor a se manter na atividade”, completa.

Outra situação que preocupa é a falta de incentivos do governo e questões como a retirada de descontos cumulativos na conta de luz até 2023, o que aumenta os custos de produção na cadeia em até 8% por hectare a cada ano. “ Esperamos decisões importantes nos próximos dias que possam dar um respiro”, diz Frantz.

O IRGA também vem pesquisando e investindo na Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF) como forma de garantir uma renda a mais para o orizicultor com a combinação com a pecuária, soja, produção de leite e pastagem que, além de tudo, recupera o solo, aumenta produtividade e mantém a sustentabilidade na produção.

Por: AGROLINK –Eliza Maliszewski

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