É possível alimentar o mundo apenas com pastoreio?

O consumo de carne está aumentando globalmente e há uma preocupação crescente com suas consequências ambientais. Os movimentos animalescos ganham força na sociedade, indo além do bem-estar animal. Por exemplo veganismo está ganhando mais seguidores preocupados com o clima.

“A primeira pergunta a resolver é se realmente precisamos de gado. A OMS já alertou sobre os perigos do consumo excessivo de carne processada. Responder com uma total abstinência de carne, no entanto, coloca grandes problemas do ponto de vista nutricional, especialmente em mulheres grávidas e que amamentam, bem como em crianças pequenas. Isso foi comprovado tanto para dietas veganas nos países desenvolvidos quanto para a desnutrição de pessoas pobres nos países em desenvolvimento”, disse Pablo Manzano, pesquisador visitante, grupo de pesquisa interdisciplinar de Mudança Global e Conservação da Universidade de Helsinque, na Finlândia.

Ele explica que produtos de origem animal são necessários, mas seu consumo deve ser reduzido nos países industrializados. E as crianças e mães grávidas têm muito mais necessidade do que outras faixas etárias. “Além da necessidade de comer carne, nem todos os tipos de carne são iguais. Diferenças nutricionais são observadas entre produtos de animais estagnados e animais que pastam. Sistemas extensivos têm melhores perfis para leite e carne, ovelhas ou porcos”, completa.

“O gado pode causar efeitos positivos ou negativos na biodiversidade. O pastoreio favorece, alcançando valores muito altos de riqueza de espécies e alta diversidade estrutural de vegetação, desde que sejam mantidas boas práticas que conservem os três estratos”, conclui.

Autoria: Leonardo Gottems – Agrolink

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