Mesmo com acordo com os EUA, China compra soja do Brasil

A China comprou uma remessa de soja brasileira na semana seguinte à finalização do acordo com os Estados Unidos, mostrando que sua estratégia ainda é manter comércio com o Brasil. De acordo com o especialista Luiz Fernando Pacheco, analista da T&F Consultoria Agroeconômica, essa compra faz parte da estratégia de negociação com os EUA.

“Falamos várias vezes que, mesmo com o fechamento do acordo da China com os EUA, ela iria usar as compras de soja brasileira como estratégia de negociação com os americanos e que continuará dependente do Brasil. A prova foi o seu comportamento desta semana em que comprou seguramente mais do que os 16 cargos desta quinta-feira, porque houve outros nos dias anteriores, tanto para soja disponível, quanto para a próxima safra”, comenta.

Em relação à finalização da semana passada, a China esteve ausente nesta sexta, após ter fechado a compra de 16 cargos de soja brasileira para a próxima safra na quinta-feira. “Com isso, os prêmios da soja nos portos brasileiros para novembro se mantiveram estáveis, subiram 7 cents/bushel para fevereiro, subiram 5 para março, 4 para abril e 1 para maio, caiu 3 para junho e se manteve estável para julho”, completa.

“Os prêmios da soja brasileira CIF portos da China permaneceram inalterados para novembro, subiram 2 cents para fevereiro, permaneceram inalterados para março, subiram 2 cents para abril e maio, 1 cent para junho e 5 cents para julho. No porto chinês de Dalian o preço flat da soja-grão fechou a US$ 475,39/t, (475,65/t no dia anterior); o pellets de soja, fechou a US$ 426,24/t (423,93/t). O preço do óleo de soja, fechou a US$ 842,60 (843,06)”, conclui.

 

Fonte: Agrolink

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