Regulamento da UE impede proteção biológica das culturas

Novas pesquisas conduzidas pela Wageningen University & Research (WUR), na Holanda, e outros institutos revelam que os regulamentos da União Europeia tornam desnecessariamente caro, pesado e demorado admitir novos agentes biológicos de proteção de culturas. Como resultado, menos agentes sustentáveis baseados em microrganismos estão entrando no mercado.

Isso coloca um obstáculo à transição rápida e verde da agricultura. Os resultados deste estudo foram publicados na revista científica BioControl e enfoca a relevância de certas condições da UE para a admissão de agentes biológicos de proteção de culturas. Nesse sentido, estão envolvidas as condições que governam a persistência, entre outras coisas. Uma conclusão importante é que os requisitos para esses agentes são excessivamente rigorosos em um grande número de casos. Consequentemente, atualmente, pode levar até cinco anos para admitir um pesticida biológico.

“Nas duas publicações, provamos cientificamente que os agentes biológicos devem ser avaliados diferentemente dos agentes de proteção química. Isso não acontece no momento. Como resultado, a disponibilidade de agentes de proteção sustentável está atrasado. Para dar passos concretos em direção à agricultura sustentável, os agentes biológicos precisam ser admitidos de maneira mais rápida e econômica”, comenta o pesquisador Jürgen Köhl.

No entanto, ainda há um longo caminho a percorrer, como é evidente na avaliação intercalar estabelecida no memorando de sustentabilidade publicado pelo Ministério da Agricultura, Natureza e Qualidade dos Alimentos em junho passado, ‘Gezonde Groei, Duurzame Oogst’ [Crescimento Saudável, Colheita Sustentável] (abrangendo o período de 2013 a 2023). Sua conclusão foi que a qualidade ecológica das águas superficiais não melhorou o suficiente e que a biodiversidade está sendo reduzida.

Autoria: Leonardo Gottems – Agrolink

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